Formação em pauta

Artigos e produções psicanalíticas dos membros filiados e convidados.

O custo da mudança – do incômodo ao movimento

Eduardo de São Thiago Martins1 Rodrigo Lage Leite2 Resumo: O artigo explicita a complexidade das discussões acerca do preço da formação psicanalítica no Instituto Durval Marcondes, a partir das reverberações do Simpósio Anual da amf – “O silêncio sobre o custo e o custo do silêncio na formação psicanalítica”, de março de 2017, na sbpsp. […]

Instituição, identificação, psicologia das massas: uma experiência institucional

Instituição, identificação, psicologia das massas: uma experiência institucional Abel Fainstein As sociedades psicanalíticas têm um papel importante na formação dos analistas, que vai além das tarefas delegadas aos seus institutos. Elas são o espaço para o intercâmbio científico e a discussão entre colegas que, somados ao clássico tripé que forma a análise, as supervisões e […]

Sobre a formação do analista: fragmentos de um percurso

SOBRE A FORMAÇÃO DO ANALISTA: FRAGMENTOS DE UM PERCURSO[1] Sonia Curvo de Azambuja   A história dos homens, segundo Gore Vidal, é a história das migrações. A criação da cultura é a migração de tribos de um lugar para outro na superfície do planeta. Nós que nascemos nas Américas sabemos, como ninguém, a verdade destas […]

A questão do ensino teórico na formação psicanalítica

A questão do ensino teórico na formação psicanalítica[1] Leda Herrmann[2] Para mim, a questão do ensino teórico na formação tem sido um tema muito próximo. Na Comissão de Ensino do Instituto de São Paulo, desde fins de 2014, temos dedicado a primeira parte de nossas reuniões quinzenais a reflexões sobre o papel do ensino teórico […]

Associação dos Membros Filiados como grupo de trabalho: transitoriedade e permanente construção

Este artigo aborda a situação da constituição da Associação de Membros Filiados enquanto um grupo de trabalho, apoiando-se nas ideias de Bion sobre grupos. A transitoriedade e a impermanência são características constitutivas da AMF, que se insere, no cenário institucional da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo, como um grupo de trabalho em permanente construção. Retomando parte da história da AMF, os autores propõem que esse grupo possa usar de suas características constitutivas como motor para o debate psicanalítico contemporâneo. Os diversos grupos que se formam dentro do grupo maior – que é a SBPSP – partilham dos mesmos fenômenos de outros grupos humanos, nos quais as questões que envolvem o poder estão sempre em voga. Os autores defendem que as zonas de silêncio formadas entre os grupos que se constituem e se estabilizam possam ser chacoalhadas e repensadas continuamente.

AMF 45 Anos – Releituras (Apresentação de Marina Massi)

Este livro é um valioso resgate de memória da AMF que, em sua dimensão historiográfica, e narrado por diferentes vozes desde a fundação até os 45 anos de existência do Centro de Estudos Luiz Vizzoni, apresenta a origem, questões, conflitos, reivindicações e, mais além, revela a importância da Associação de Membros Filiados na formação dos analistas e na relação com o Instituto e a SBPSP.

Da horda à comunidade psicanalítica: a função da fratria na transmissão da psicanálise

Neste artigo procuramos refletir sobre a função da fratria na transmissão da psicanálise. A partir do trabalho de Maria Rita Kehl, A função fraterna, apontamos para a importância da troca entre pares que, baseada numa identificação horizontal, pode desestabilizar uma imagem idealizada que o psicanalista tem de si próprio e da psicanálise. Nesse sentido, o “pacto entre irmãos” preserva a memória dos pais e dos antepassados, ao mesmo tempo que imprime uma marca de renovação na herança recebida. Unidos por laços identificatórios, os colegas constituem a comunidade psicanalítica, que se encarrega, por sua vez, da transmissão renovada da psicanálise.

Entre o Instituto e as cidades: percorrendo quilômetros em direção à formação psicanalítica

A formação psicanalítica nos institutos da IPA é, de modo geral, um processo longo, difícil, intenso e gerador de profundas mudanças na vida daqueles que a realizam. O Instituto “Durval Marcondes”, sediado na cidade de São Paulo, tem atualmente 328 membros filiados, sendo que 36% destes não residem na capital. Este artigo objetiva refletir sobre a formação, considerando algumas das especificidades dessa condição de membro filiado que precisa viajar até o Instituto para fazer a sua formação.